O celular deve ficar longe na hora de estudar?
- Thais Vicente
- 16 de jul.
- 3 min de leitura
Para atividades que exigem leitura, resolução de exercícios, revisão ou preparação para provas, a orientação mais adequada costuma ser simples: sim, o celular deve ficar longe.
O problema não é a existência da tecnologia, mas a facilidade com que ela interrompe o raciocínio. Uma mensagem, uma notificação ou a vontade de consultar um aplicativo pode fragmentar o estudo e tornar mais difícil permanecer em uma tarefa que exige esforço intelectual.
A UNESCO recomenda que a tecnologia seja utilizada na educação quando contribui claramente para a aprendizagem. O relatório da organização também aponta que smartphones podem distrair estudantes quando usados sem essa finalidade. A OCDE, com base em dados do PISA, identificou associação negativa entre o uso recreativo de dispositivos digitais no ambiente escolar e o desempenho acadêmico.
O celular pode ser útil, mas precisa ter função definida
Há situações em que a tecnologia serve ao estudo: consultar um dicionário, acessar uma aula indicada, usar uma calculadora ou pesquisar uma informação orientada. Nesses casos, o celular entra como ferramenta, por um tempo delimitado e com uma tarefa clara.
Em atividades de concentração contínua, porém, deixá-lo sobre a mesa tende a criar uma disputa desnecessária pela atenção. Para crianças e adolescentes, que ainda estão desenvolvendo autorregulação, organizar o ambiente costuma ser mais eficiente do que esperar autocontrole constante.
Como os pais podem orientar em casa
A regra familiar precisa ser clara e possível de cumprir:
durante leituras, tarefas e revisões, o celular fica longe do local de estudo;
quando necessário para o estudo, seu uso tem objetivo e duração definidos, com supervisão dos pais;
Afastar o celular é educar a atenção
Filhos que aprendem a estudar sem interrupções desenvolvem melhores condições para ler, compreender, revisar erros e sustentar o próprio esforço. A função dos pais é tornar esse processo gradual, consistente e adequado à idade.
Estudar na era das telas exige mais do que boa vontade das crianças e adolescentes. Exige direção, método e uma nova forma de orientar os filhos diante de tantos estímulos, distrações e recursos digitais.
Por isso, a Horizontte Educa desenvolveu o curso Filhos que Sabem Estudar na Era das Telas: uma formação para mães e pais que desejam entender, na prática, como ajudar os filhos a estudar melhor, desenvolver atenção, interesse e autonomia, e usar a tecnologia de forma ativa como apoio aos estudos.
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A Horizontte Educa (@horizontte.educa) desenvolve cursos, guias e conteúdos para pais que desejam orientar melhor os estudos dos filhos em uma geração marcada pelo excesso de telas, distrações e novas formas de acesso à informação.
Nosso trabalho une educação, formação intelectual e uso direcionado de tecnologia como apoio aos estudos, com o objetivo de ajudar famílias a formarem crianças e adolescentes mais preparados para aprender, pensar, organizar-se e construir autonomia nos estudos na era das telas.
A Horizontte foi fundada por Thais Vicentte (@thais.vicentte) , gestora em Educação desde 2015, mestre em Administração e Inovação e mãe de três filhos. Sua trajetória une experiência profissional, formação acadêmica e vivência familiar para oferecer aos pais uma orientação prática e eficaz sobre como ensinar os filhos a estudar na era das telas.
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